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Home»EXCLUSIVO»A importância da pecuária bem feita na mitigação da emissão de carbono
EXCLUSIVO Atualização:17/10/2024

A importância da pecuária bem feita na mitigação da emissão de carbono

Leandro Mariani MittmannPublicado por Leandro Mariani Mittmann17/10/2024Atualização:17/10/2024Nenhum comentário5 Min de Leitura
(Foto: Cristiane Fragalle/Embrapa Pecuária Sudeste)

A prática da pecuária bovina no ambiente brasileiro e sua emissão ou mitigação de carbono à atmosfera foi assunto da entrevista do chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, unidade sediada em São Carlos/SP, ao programa A Granja na TV de quarta-feira, 16, na Ulbra TV.

Berndt destacou a participação da pecuária na emissão de carbono, assim como quando for praticada com tecnologia pode ser uma mitigadora, e fazer bem ao meio ambiente.

Berndt, da Embrapa Pecuária Sudeste: melhoramento genético animal ou vegetal e uma boa sanidade dos bovinos contribuem para emitir menos carbono

“O balanço de carbono, numa forma bem simplificada, é uma conta de mais e menos. Aquilo que nos sistemas de produção de pecuária emite é o ‘mais’, e aquilo que descontamos, que removemos, sequestramos de carbono da atmosfera, é o ‘menos’”, descreveu.

E esta conta pode ser mais positiva ou mais negativa, dependendo de quais pesos você tem neste prato da balança do carbono. Se você tem um sistema de produção que emite muito, naturalmente vai ter mais emissão e vai ter que trabalhar melhor na remoção, na compensação. Se você já tem um sistema considerado de baixo carbono, já tem algumas estratégias para diminuir a emissão e aumentar a remoção, seu prato pode estar na mesma, e seria ali um balanço mais próximo do neutro.

Alexandre Berndt, chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste

Sistema a pasto

O especialista destacou que a pecuária a pasto, sistema dominante no Brasil, “traz vantagens e ao mesmo tempo desafios” em emissão de carbono.

“Porque as pastagens do Brasil de forma geral são de gramíneas tropicais, que não têm uma qualidade tão boa quanto as pastagens temperadas do Sul. Quando a pastagem não tem uma qualidade muito boa, ela demora para ser digerida, fica fermentando, ruminando literalmente dentro do rúmen do animal, aonde acontece a emissão de metano”, descreveu.

Mais sobre o tema sustentabilidade em “O agro é parte da solução dos gases de efeitos estufa globais”, afirma dirigente

“Então, existem pastagens ruins, especialmente nesta época de fim de inverno, começo de primavera em que as chuvas não vieram para nós, pelo menos aqui do Sudeste e do Centro-Oeste. As pastagens estão muito secas, muito fibrosas e de baixa qualidade. Este é um desafio, porque a emissão é grande”, complementou.

“Por outro lado, quando começarem as chuvas aqui no Centro-Sul, que são Sudeste e Centro-Oeste, estas pastagens vão crescer com muito vigor. E ao crescerem com muito vigor, elas também crescem as suas raízes, e quando crescem as raízes, depositam carbono no solo. Então, o sistema de pastagem de forma geral é mais positivo no sentido de ser mais promissor para um balanço de carbono”, ressaltou.

Melhoramento e gestão

“O melhoramento genético, tanto animal como vegetal, e uma boa sanidade do animal contribuem. Uma eficiência da reprodução, não deixar os ciclos longos de produção isso também diminui a pegada de carbono e melhora o balanço de carbono”, lembrou.

A gestão da propriedade também ajuda.

A exemplo, manter um bom estoque de produtos utilizados cotidianamente na propriedade, para evitar sucessivas saídas de carro para a suas aquisições na cidade, visto que o consumo de combustível emite carbono.

Confinamento

O chefe-geral esclareceu ainda que o primeiro ambiente para intervir na geração de metano é dentro do rúmen do animal, na fermentação.

“Então, se eu tenho um pasto bom, de melhor qualidade, eu emito menos metano. Se eu uso grãos na, algum tipo de suplementos, eu altero também a via de fermentação para uma via com menos metano. E se tenho algum aditivo, pois existem aditivos, produtos que têm componentes antimetanogênicos, que diminuem a produção de metano, isso tudo acontece dentro do rúmen. Então, posso diminuir a emissão de metano aí dentro do rúmen”, descreveu, se referindo ao confinamento.

O confinamento colabora a partir do momento em que a dieta do animal é de melhor qualidade durante os 100 a 120 dias em que os animais ficam presos.

“Só que são quatro meses numa vida do animal de ‘boi-China’ de 30 meses. O que aconteceu nos outros 24 meses deste animal? Estava com a vaca mamando, depois desmamou e ficou a pasto nesse tempo todo, recebendo suplemento e, ao fim do ciclo de produção, ele foi para o confinamento. Então o confinamento é uma das estratégias para reduzir a emissão, mas num ciclo longo de 30 meses ele só contribui com quatro”, explicou.

Berndt ressaltou ainda que em uma década o ciclo dos animais na pecuária brasileira foi reduzido em um ano, visto as práticas mais eficientes adotadas, e isso foi fundamental para emitir menos carbono.

“O ciclo encurtou. Eu fui mais eficiente no crescimento daquele animal e eu tenho menor emissão para produzir aquele mesmo animal”.

Confira a entrevista completa assim como o programa na íntegra e mais informações sobre o agro na edição de A Granja na TV de quarta-feira, dia 16 de outubro (Canal 48.1 TV Digital e 521 da NET Porto Alegre)

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Leandro Mariani Mittmann

    Editor do portal A Granja Total Agro, jornalista formado pela Unisinos/RS, com MBA em Agronegócios pela Esalq/USP e especialização em Cultura Digital e Redes Sociais pela Unisinos.

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